A Bayer vendia HEROÍNA como xarope para tosse
Origens Inesperadas, 42 segundos
Isso é verdade?
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A Bayer vendia heroína como xarope para tosse
Verdadeiro
A Bayer lançou a diacetilmorfina em 1898 sob a marca 'heroína', do alemão heroisch, como antitussígeno e substituto supostamente não viciante da morfina. Em 1899 produzia cerca de uma tonelada por ano, e cartazes da própria empresa anunciavam 'ASPIRIN & HEROIN — The Sedative for Coughs'. Parou de fabricar em 1913; os EUA proibiram com o Heroin Act de 1924.
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O mesmo químico sintetizou a aspirina e a heroína com onze dias de diferença
Verdadeiro
O protocolo de laboratório de Felix Hoffmann registra o ácido acetilsalicílico em 10 de agosto de 1897 e a diacetilmorfina em 21 de agosto. A autoria da aspirina, porém, é disputada: há controvérsia histórica conhecida sobre o papel de Arthur Eichengrün.
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O que aconteceu
Em 10 de agosto de 1897, o químico Felix Hoffmann registrou no protocolo de laboratório da Bayer a síntese do ácido acetilsalicílico — a aspirina. Onze dias depois, em 21 de agosto, o mesmo químico sintetizou a diacetilmorfina. A Bayer batizou o segundo produto de "heroína", do alemão heroisch (heroico), e o lançou em 1898 como antitussígeno e substituto "não viciante" da morfina. Em 1899 a empresa produzia cerca de uma tonelada por ano. Cartazes da própria Bayer anunciavam "ASPIRIN & HEROIN — The Sedative for Coughs". A Bayer parou de fabricar em 1913; os Estados Unidos proibiram de vez com o Heroin Act de 1924.
O detalhe que fecha a história
O detalhe que fecha a história: o protocolo de laboratório que aparece no vídeo é o original, e está datado 'Elberfeld, den 10. VIII. 1897' com a assinatura do Hoffmann. Onze dias depois desse papel, o mesmo homem sintetizou a heroína. E olha o nome que a Bayer escolheu: heroisch, heroico em alemão — porque prometia deixar o paciente forte. Você já tinha visto o cartaz 'Aspirin & Heroin'? 👀
As imagens, e de onde vieram
14 pranchas. Todas em domínio público ou Creative Commons, com autoria registrada — é o mesmo material que aparece no vídeo.
Mpv_51 at English WikipediaPublic domain · via Wikimedia Commons
BayerPublic domain · via Wikimedia Commons
BayerPublic domain · via Wikimedia Commons
Unknown authorUnknown authorPublic domain · via Wikimedia Commons
Autoria não registradaPublic domain · via Wikimedia Commons
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Autoria não registradaCC BY 4.0 · via Wikimedia Commons
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Autoria não registradaCC BY 4.0 · via Wikimedia Commons
Autoria não registradaCC BY 4.0 · via Wikimedia Commons
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Créditos e licenças
Atribuição exigida pelas licenças das imagens e da trilha, como consta no arquivo de publicação do episódio.
Música: "Lightless Dawn" Kevin MacLeod (incompetech.com), CC BY 4.0
Imagens: Wellcome Collection, CC BY 4.0 — anúncio da Bayer no British Medical Journal (1899), cartão do Glyco-Heroin (Smith), maleta médica de Berlim (1910-1918) e potes de dispensação de botica. Demais imagens: domínio público via Wikimedia Commons.
Fontes
- Wikipedia (Heroin / History of aspirin)
- Museu da DEA
- Forbes
- Boca Recovery Center
- protocolo de laboratório de Hoffmann (Wikimedia Commons)
Material
Notas de produção (5)
- Datas: aspirina (ácido acetilsalicílico) em 10/08/1897 — a data está no próprio protocolo que aparece nas cenas 2 e 3; heroína (diacetilmorfina) em 21/08/1897. Onze dias. Lançamento comercial da heroína em 1898.
- Autoria da aspirina é disputada. O roteiro diz "o químico Felix Hoffmann sintetiza a aspirina" porque é o que o protocolo de laboratório registra e é a versão oficial da Bayer. Mas existe uma controvérsia histórica conhecida: Arthur Eichengrün reivindicou depois ter dirigido o trabalho, e parte dos historiadores dá crédito a ele. O roteiro não afirma que Hoffmann teve a ideia — diz que ele sintetizou, que é o registro documental. Se alguém levantar isso nos comentários, a resposta honesta é reconhecer a disputa.
- ⚠️ A cena 9 (cartão de dose infantil) NÃO é da Bayer. É o cartão do Glyco-Heroin, da Martin H. Smith Co. de Nova York — outro fabricante. Por isso a narração naquele ponto diz "as bulas da época", e não "a bula da Bayer". O cartão lista literalmente: "Children of ten or more years, from a quarter to a half teaspoonful. Children of three years or more, five to ten drops." Se for responder comentário sobre isso, atribuir corretamente.
- "Inclusive para crianças" (cena 1) refere-se à Bayer e está apoiado em fontes que registram a heroína em elixir para tosse infantil e mães dando o xarope aos filhos. O canal não tem, em resolução usável, um anúncio infantil da própria Bayer — existe um "Jarabe Bayer de Heroína" espanhol de 1912 com a ilustração de uma mãe dando a colher a uma criança, mas só em 354px, abaixo do piso de legibilidade do canal. Ficou de fora por isso.
- 1913 / 1924: a Bayer parou de fabricar em 1913; o Heroin Act americano de 1924 proibiu fabricação, importação e posse.
As palavras exatas do vídeo
A Bayer vendeu heroína como xarope para tosse. Inclusive para crianças. 1897. O químico Felix Hoffmann sintetiza a aspirina. Onze dias depois ele sintetiza a heroína. Mesmo laboratório. Mesma empresa. Uma virou o remédio mais vendido do mundo. A outra, a droga mais proibida do mundo. O nome vem do alemão heroico. A Bayer prometia força. Era vendida como substituto não viciante da morfina. As bulas da época davam dose para crianças de três anos. Em 1899 a fábrica produzia uma tonelada por ano. Só que os pacientes voltavam sempre, pedindo mais. A Bayer parou de fabricar em 1913. Os Estados Unidos proibiram de vez em 1924. Segue o Curta a História.
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